Círculos Internos

manutenção

RECUPERANDO A VERDADE SOBRE TRABALHO

Até mesmo a Igreja em nossos dias têm em mente ideias completamente falsas sobre trabalho, especialmente trabalho físico. O trabalho é visto como um mal necessário ou, na melhor das hipóteses, como um meio para alcançar um fim: trabalhamos a fim de termos o suficiente para sobrevivermos e a esperança de muitos é que sejam capazes de um dia “pararem de trabalhar para servir ao Senhor de tempo integral”. Quando os alunos e até mesmo os lideres de escolas veem o trabalho como tomando um precioso tempo do “verdadeiro” chamado do aluno, de estudar, estamos endossando a ideologia do espírito deste século. A Bíblia fala de modo diferente sobre o trabalho. Primeiro de tudo, temos o mandamento para trabalhar. Trabalhar não é uma opção. O Senhor disse no Quarto Mandamento: “Seis dias trabalharás” (Êxodo 20:9) e isto não é mais opcional do que qualquer outro mandamento. O Apóstolo Paulo reafirmou este mandamento em II Tessalonicenses 3:10-13. Trabalho é antes de tudo, obediência à Palavra do Senhor. Em segundo lugar, trabalho é santo. Trabalho é nosso ministério, nosso louvor. Muitos fatores históricos e ideológicos têm contribuído para classificar trabalho em uma categoria separada, chamada “secular”, “moralmente neutro”, e outros termos enganadores. Porque o Senhor tem mandado, trabalho não é menos espiritual ou menos importante do que estudar, pregar, orar, cantar hinos espirituais ou qualquer outra atividade religiosa, piedosa. Loren tem frequentemente ressaltado que Zacarias 14:21, entre outras escrituras, santifica o mais mundano de nossos labores físicos. Em terceiro lugar, trabalho é um dos principais lugares de aplicação da Palavra. Os alunos podem frequentemente parecerem bastante espirituais em nossas salas de aula e em nossas reuniões e depois, durante o horário de trabalho, mostrar tal carnalidade e imaturidade capazes de chocar completamente as pessoas à sua volta. A U.N. não está interessada em produzir “gigantes intelectuais que sejam anões no relacionamento”, nem dar diplomas para aqueles que pensam que estão acima de varrerem uma calçada ou lavar alguns pratos. Aqueles que têm aprendido mais sobre o Rei Servo devem estar mais do que prontos a participar no trabalho da base; se não, há algo de terrivelmente errado com as atitudes que foram assimiladas por eles durante o treinamento. Em quarto lugar, para falar francamente, precisamos dessas pessoas. Muitos de nossos alunos avançados têm mais experiências em JOCUM do que muitos de nossos obreiros. Eles podem certamente ter um entendimento melhor da U.N. e podem contribuir muito para seu funcionamento. O Escritório Regional de Registros na Europa tem funcionado muito bem a causa dos alunos, durante sua hora de trabalho, e aqueles alunos avançados conhecem a U.N. de cima a baixo. Quando cada um de nossos departamentos está clamando por mais obreiros, devemos ver os alunos como um recurso dado por Deus. Claro que alguns departamentos têm que ser reestruturados de modo criativo na maneira em que seu trabalho é feito a fim de colocar os alunos em trabalhos que realmente funcionem. Em quinto lugar, outra consideração de ordem prática: qualquer um que tenha morado sozinho sabe muito bem que duas horas ao dia podem muito bem serem gastas somente comprando ou preparando a comida, ou limpando a cozinha. Se os alunos estiverem morando só, eles gastariam este mesmo tempo. O fato de morarem na base deixa-os livres destas tarefas, portanto eles não estão “perdendo” tempo quando estão trabalhando na base. Em sexto lugar, quando os alunos são incluídos no trabalho prático de dirigir uma base missionária, eles se veem como parte da comunidade e não separados completamente dos obreiros. Relacionamentos são formados com obreiros chaves que não são parte da escola do aluno e os valores de JOCUM são compartilhados através da rotina do trabalho diário, não somente lido num pedaço de papel. Significativa participação no trabalho da base formam laços unindo-os a JOCUM e o recrutamento como obreiro se torna um processo natural.

Tom Bloomer, Suíça, dezembro de 1997

comunicação

Nós na Jocum Cerrado acreditamos que tudo existe porque Deus se comunica. Portanto, a JOCUM Cerrado é comprometida com uma comunicação verdadeira, precisa, oportuna e relevante. Acreditamos que uma boa comunicação é essencial para termos relacionamentos fortes, famílias e comunidades saudáveis e ministérios eficazes. Por isso irmãos em nossa comunidade se dedicam a esse Círculo de forma contínua, agregando seus dons e talentos em diferentes áreas(Fotografia, Design, Mídias Digitais), para que reflitamos o caráter Comunicador de Deus.

louvor na cozinha

Os monges dos primeiros monastérios não viam divisões entre trabalho e louvor, estudo e oração. Eles tinham uma visão unificada da Criação de Deus onde toda a realidade era um sacramento para Ele. Cada um dos monges participavam de uma rotina de trabalho diário, tendo tempo de louvor impregnado com a palavra, oração e estudo. Tudo era parte de um todo nesses ministérios e ninguém pensaria em recusar a trabalhar porque era menos importante ou espiritual. Nossos centros de treinamento necessitam derrubar as paredes de separação e alargar nossa visão de louvor para incluir tudo que fazemos. Finalmente, nosso desejo é que a U.N. esteja apta para treinar líderes servos. Não estamos interessados em ajudar as pessoas a se prepararem para trabalhos que paguem bem ou a adquirirem uma espiritualidade que é divorciada do mundo real. Desejamos ver os nossos alunos diplomados servindo outros. Se eles não podem servir os seus irmãos a quem eles veem, de maneira física e prática, como podem então se imaginarem servindo nesse mundo as nações que eles não viram? O Rei Servo lavou os pés dos seus discípulos. Ele fez um trabalho sujo e mal cheiroso que até mesmo um escravo hebreu se recusaria a fazer. Ele disse “Se eu sendo Senhor e mestre, os lavei os pés, também vos também deveis lavar os pés uns dos outros” (João 13:14). Podemos facilmente espiritualizar essa passagem, esquecendo no processo que aqueles eram pés de verdade, e que a água e a toalha também eram reais. Estamos ensinando os nossos alunos a “fazerem como Ele tem feito para nós” (João 3:15)? Sejamos vigilantes em assegurar que as regras de nossa base realmente contribuam para o treinamento de lideres servos.

Tom Bloomer, Suíça, dezembro de 1997

hospitalidade

Nós na Jocum Cerrado acreditamos que hospitalidade é uma expressão do caráter de Deus e do valor de suas pessoas. Cremos que é importante abrir nossos corações, casas, nossos campus e bases para servir e honrar uns aos outros, aos nossos convidados e ao pobre e necessitado, não como um ato de protocolo social, mas como uma expressão de generosidade.